quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Números Reais do Aborto

com a Dra. Marli Virgínia (nossa ginecologista/obstétra)



Foi realizada na Câmara dos
Deputados uma audiência pública sobre o PL 1135/91 na qual foram ouvidas duas autoridades a favor da vida e duas autoridades a favor do aborto. O resultado foi vergonhoso para os que tentaram defender o aborto mas, como sempre, nada foi publicado pela imprensa.
A favor do aborto estavam a ex deputada Jandira Feghali, relatora anterior do projeto em discussão que pretende legalizar o aborto durante todos os nove meses da gravidez até o momento do parto, e o Dr. Adson França, falando em nome do Ministro da Saúde. A favor da vida estavam a Dra. Zilda Arns, médica pediatra, ex candidata ao prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho junto à Pastoral da Criança, e a Dra. Marli Virgínia Nóbrega, médica obstetra na rede pública de Brasília.

Contestando o Ministro da Saúde, que afirma que o problema do aborto é um problema de saúde pública, a Dra. Marli denunciou que a imposição do aborto é na realidade uma questão de controle demográfico que está sendo planejado por organizações externas ao Brasil. Após mostrar em um gráfico as projeções populacionais da ONU para o ano de 2300, uma das quais prevê uma redução populacional de 6 bilhões de habitantes para apenas 2 bilhões, o que não poderia supor-se que se daria espontaneamente, sendo portanto uma projeção que pressupõe um trabalho de implantação do aborto e do controle da natalidade, a Dra. Marli afirmou que a pressão para a legalização do aborto existe por causa de

"ações que tem origens principalmente externas ao Brasil que visam a
redução da população brasileira independentemente da opinião
pública do Brasil e dos deputados que estarão votando as leis.
Trata-se de uma imposição externa de políticas de controle
populacional sobre uma população que é contrária à sua prática.
Não é, de modo algum, planejamento familiar, [nem uma questão de
saúde pública]. Os organismos que estão trabalhando
internacionalmente pela aprovação do aborto são as fundações [que
planejam e financiam as ações] e as organização não governamentais
[que as executam] e que promovem tudo isto com enormes somas de
dinheiro, como as Fundações Ford e Rockefeller entre as
fundações e a Rede Feminista de Direitos Sexuais e Reprodutivos,
a Benfam e o IPAS, entre as ONGs".

A Dra. Marli acrescentou que afirma-se que o projeto de legalizar o aborto é atribuído ao propósito de acabar com o aborto clandestino, que seria a causa das mortes maternas que supostamente querem diminuir-se. "Mas quais são as causas do aborto clandestino no Brasil?", perguntou a Dra. Marli. "Quando estudamos a
documentação referente a este assunto", continuou a médica,"verificamos que as instituições que trabalham em favor da legalização do aborto são as mesmas instituições que financiam as clínicas de abortos clandestinos. Primeiro elas financiam a implantação das clínicas. Depois querem legalizar o aborto para
acabar com o problema que elas próprias criaram. Isto não é direito
reprodutivo!".

Durante o debate que se seguiu entre parlamentares e expositores, a deputada Cida Diogo, que vota a favor da legalização do aborto, afirmou

"suspeitar das afirmações de financiamento externo que estão sendo
ouvidas no plenário".

"Eu sou médica", afirmou a deputada, "fui deputada estadual por
dois mandatos e agora deputada federal e em nenhum momento recebi
financiamento nem dinheiro de organizações internacionais para
defender o direito das mulheres. Acho um absurdo alguém fazer
insinuações deste nível, sugerindo que um debate como este esteja
sendo financiado por interesses escusos que não o da saúde das
mulheres".

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